
postagens de resenhas de filmes, sejam eles P&B, colorido, anos 30, anos 90, A ou B :)
domingo, 10 de abril de 2011
Fargo (1996)

segunda-feira, 4 de abril de 2011
Bio - Elizabeth Taylor

terça-feira, 22 de março de 2011
Touro Indomável (1980)

Grande parte da crítica especializada considera “Touro Indomável” a melhor das parcerias entre Martin Scorsese e Robert de Niro. Há quem diga que esse mérito se atribui à “Os Bons Companheiros”, de 1990. No entanto, neste segundo, De Niro é coadjuvante, apesar de sempre estar realçado pelo top billing. O verdadeiro protagonista, na verdade, é Ray Liotta.
"Touro Indomável" traz a história do boxeador Jake La Motta, que trajetou sua carreira nos anos 40 e 50. Temperamental e agressivo, dentro e fora dos ringues, Jake era treinado pelo seu irmão Joey (Joe Pesci), também violento mas visivelmente mais racional que o atleta.
Com o passar do tempo e após o divórcio, o lutador conhece sua próxima esposa Vickie, então com 15 anos de idade. É o início de vários anos de convívio envoltos pela discussão, tapas e ocasionalmente pelos beijos. Paralelamente, Jake La Motta batalha contra o sobrepeso e, entre derrotas e vitórias, mantém sempre o orgulho em alta, dizendo jamais “beijar a lona”. O longa nos mostra, acima de tudo, de que maneira o comportamento pessoal pode influenciar profissionalmente.
O filme foi a grande chance de Scorsese se consolidar no cinema. Foram 8 indicações ao Oscar, mas o filme levou pra casa as de ator (De Niro) e edição. Após este, foram mais 06 indicações ao prêmio de Melhor Direção da Academia. O grande diretor teve de esperar mais de 20 anos para finalmente se oscarizar, por “Os Infiltrados”, em 2006.
Posteriormente, outros filmes de boxe invadiram as telonas. Vários deles (os de maior sucesso, por sinal) compõem o grupo de clássicos do século 21: "O Vencedor", "O Lutador" e "Menina de Ouro", de Clint Eastwood.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Prisioneiro do Passado (1949)

"Prisioneiro do Passado" é quase atípico. Não é exatamente um filmaço noir, como os representativos "Pacto de Sangue", de Billy Wilder; e "Almas em Suplício", de Michael Curtiz. Mesmo assim, pode ser considerado um bom filme, protagonizado por dois ícones máximos do gênero: o casal Humphrey Bogart e Lauren Bacall.
O longa traz a história de Vincent Parrish (Bogart), que após escapar da prisão, pede carona em uma viscinal. A recebe e rouba o carro. Em seguida, é surpreendido pela pintora Irene Jansen (Bacall), que lhe faz uma proposta irrecusável: lhe hospedar em sua casa como esconderijo. Parrish desconfia e quase hesita, mas como não tem mais nada a perder (e muito menos a ganhar), aceita o "convite". Posteriormente, ele recorre à uma cirurgia plástica facial, buscando mudar seu rosto, para evidentemente passar despercebido aos olhos das autoridades.
A operação é realizada pelo bizarro Dr. Walter Coley (brilhantemente interpretado por Houseley Stevenson) em um consultório clandestino, dentro de sua própria casa. Por incrível que pareça, a cirurgia é um sucesso e a partir daí a câmera abandona o ponto de vista do criminoso e podemos ver a sua nova face: o rosto de Humphrey Bogart. Tudo parecia estar caminhando relativamente bem, mas reviravoltas surpreenderão Parrish e Irene, mais contundentes ainda do que foi o pós-operatório do bandido. O elenco de apoio é nada menos do que competente. Agnes Moorehead é Madge, solteirona frustrada que vive às custas de Bob (Bruce Bennett).
Foi o 3º filme que Bogart e Bacall fizeram juntos. Os dois formaram um dos casais mais memoráveis do cinema, inclusive tendo filhos. Bogart faleceu prematuramente, em 1957, aos 57 anos. Lauren Bacall completa em 2011 87 anos de idade e incríveis 67 de carreira.
sábado, 5 de março de 2011
Enterrado Vivo (2010)

Para o Access Hollywood, famoso programa televisivo de variedades dos EUA, "Enterrado Vivo" teria feito o saudoso Hitchcock se orgulhar. De fato, provavelmente o mestre do suspense toparia rodar a história caso fosse 30 anos mais jovem. O mais recente filme protagonizado por Ryan Reynolds é uma caixinha de surpesas, com o perdão do trocadilho. Seu personagem é o caminhoneiro Paul Conry, que, ao se dirigir juntamente com seu comboio para uma comunidade do Iraque, sofre um ataque realizado por moradores do local. É a única coisa que se lembra antes de acordar dentro de um caixão.
Dispondo de apenas um celular e um isqueiro, o americano entra em uma espiral de loucura quando se dá conta que tudo faz parte de um grande esquema liderado pela alta cúpula do Iraque, que o tendo como refém, decreta uma fiança para desenterrá-lo. Além disso, no decorrer do filme, que é recheado de momentos tensos, um dos líderes que o chantageia pelo telefone ordena que Paul grave vídeos de si mesmo para que caiam na mídia e abalem a supremacia estaduniense. É o que realmente acontece quando o caminhoneiro é noticiado que, em poucos minutos, seu vídeo havia sido postado no YouTube e já enumerava milhares de visualizações.Toda esta situação cutuca a ferida do serviço de inteligência dos Estados Unidos. Em outras circunstâncias, o FBI certamente desdenharia esforços físicos e financeiros para resgatar o refém de sua nacionalidade. Porém, como o caso ganhou conhecimento internacional, as autoridades americanas foram "forçadas" a segurar as pontas e manter o nível de sua jurisdiscência. Agora, elas buscam demonstrar falsa e publicamente o apego e enorme interesse em resgatar seu conterrâneo são e salvo.
A carreira de Ryan Reynolds está em alta. Eleito pela People como o homem mais sexy de 2010, o ator coleciona alguns bons momentos em Hollywood. Sua carreira, que teve início em 1990 com participações em seriados, esteve no auge em 2009, graças ao sucesso do longa "A Proposta" em que Reynolds contracena com a oscarizada Sandra Bullock. Agora, ele terminou de gravar "Lanterna Verde", encarnando o personagem-título. Em "Enterrado Vivo", sua atuação é oca, chegando a decepcionar nos momentos de desespero de seu personagem. O resultado é um filme que não corresponde às expectativas. Não pelo seu grau de suspense e desenvolvimento do roteiro, que se sucedem razoalvemente; mas pelos anseios paradigmáticos dos espectadores. Nota: 7
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Entrando numa fria maior ainda com a família (2010)

Parece que foi ontem. Aliás, faz mesmo pouco tempo que eu fui assistir "Entrando numa fria maior ainda com a família" (Little Fockers, no original) no cinema. O filme estreou dia 07 de janeiro nos cinemas brazucas. Pois bem, domingo dia 09 estava eu numa poltrona privilegiada no Cine n'Fun, em Bauru: exatamente debaixo do refletor. Eram eu e mais cinco pessoas. Você não leu errado, apenas meia dúzia de espectadores assistiam à comédia. Também, pudera: afinal quem vai ao cinema de domingo na sessão das 13 horas?
O terceiro filme da franquia ''Entrando numa Fria" era, de longe, o mais aguardado por mim nos últimos meses. Desde a liberação do primeiro trailer, eu vinha acompanhando diariamente as notícias sobre as gravações. O primeiro trailer, por sinal, anunciava o filme sem a presença de Dustin Hoffman, o que eu tinha achado um absurdo, levando em conta que a história iria ficar naturalmente com um vazio, além do fato de que Hoffman havia sido a melhor coisa do segundo filme da série. Porém, por fim, felizmente Dustin aceitou participar da continuação, trabalhando em algumas cenas e faturando o equivalente à 12 milhões de reais por cinco dias de trabalho. Ok, como eu não tenho nada a ver com o cachê e formas de pagamento de nenhuma lenda hollywoodiana, apenas me animei pela franquia continuar com o seu elenco completo.
O time de estrelas do filme, por sinal, é grandioso, composto por lendas do calibre de Robert de Niro e Barbra Streisand, além de Dustin Hoffman, e astros queridos da nova geração, como Ben Stiller, Owen Wilson e Jessica Alba. Assim que lançado nos EUA, às vésperas do Natal, "Entrando numa fria maior ainda com a família" ocupou imediatamente o primeiro lugar nas bilheterias americanas, se tornando o primeiro sucesso cinematográfico de 2011, ficando na frente do remake western "Bravura Indômita", dos Irmãos Coen. No entanto, a comédia não foi afagada por críticas favoráveis.
O problema começava com a estrutura do roteiro. Não havia mais o que se retirar da história do sogro linha dura (De Niro) que persegue o genro (Ben Stiller). Mesmo assim, os produtores tiraram leite de pedra e realizaram um filme de 1 hora e meia. Porém, os lances e situações que acontecem ao desenrolar do filme renderam uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Roteiro do ano. E não é só: Jessica Alba e a veterana Barbra Streisand amargam a concorrência de Pior Atriz Coadjuvante da mesma "premiação", cuja lista de indicados foi divulgada na web na última segunda-feira (24/01). Além disso, o elenco de apoio foi muito mal aproveitado no longa. Harvey Keitel, astro de filmes de Scorsese nos anos 70, vive um descuidado mestre de obras, à construir uma piscina na casa de Greg (Ben Stiller). Ele só faz duas cenas no filme e desaparece tão de repente como chegou. Laura Dern (Coração Selvagem) é a pediatra da escola que os gêmeos (os little fockers) irão frequentar. A sua personagem, juntamente com a de Keitel são totalmente descartáveis e não interferem em momento algum no ciclo da história. Os produtores provavelmente quiseram que o elenco fosse ainda mais estelar do que já era, mesmo que a participação de um ou de outro artista ficasse sem sentido no filme.
A franquia "Entrando numa Fria", iniciada em 2000, trazia o jovem Greg à conhecer seu futuro sogro, o agente aposentado da CIA Jack Byrnes (De Niro), que iniciaria um reinado de perseguição à ele. O filme foi aclamado pelos críticos de cinema e até arrebatou uma indicação ao Oscar de Melhor Canção Original, por "A Fool in Love"; além da indicação ao Globo de Ouro para Robert de Niro como melhor ator de comédia daquele ano. A continuação da saga consistia na apresentação dos pais de Greg (ex-hippies vividos por Dustin Hoffman e Barbra Streisand) à família da noiva. "Entrando numa fria maior ainda", de 2004 arrebentou nas bilheterias, superando seu antecessor, e consolidou a série de comédia como a mais rentável da década.
A maior parte das cenas de "Entrando numa fria maior ainda com a família" se restringe ao nível pastelão e enche-linguiça. Mesmo assim, o filme é melhor que a maioria das comédias atuais, e arranca algumas risadas sinceras do público. O próprio Robert de Niro cogita mais uma continuação. Díficil vai ser imaginar um nome maior ainda para o quarto filme dessa série. Nota 6.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Quanto Mais Quente Melhor (1959)

Certa vez o genial Billy Wilder disse que filmes deveriam ser como parques de diversão. O diretor sueco sempre foi sinônimo de versatilidade: transitava entre os mais diversos gêneros e nos brindou com verdadeiras obras-primas, como o Oscarizado "Farrapo Humano", no qual o protagonista Ray Milland sofre na pele o vício do álcool; "Pacto de Sangue", um dos maiores filmes noir já feitos; o mitológico "Crepúsculo dos Deuses" que ressuscitou a carreira da diva Gloria Swanson, estrela do cinema mudo; e o drama de tribunal "Testemunha de Acusação", com Dietrich e Tyrone Power. Porém, seu nome é frequentemente mais associado à direção de comédias.
No entanto, nem mesmo a sua mente visionária imaginaria que em 1959 ele realizaria a chamada "melhor comédia de todos os tempos". O divertidíssimo "Quanto mais quente melhor" varou o século 20 empinado por esse status e invariavelmente ocupando a primeira posição de qualquer ranking que elegesse os melhores filmes de humor. E ainda permanece com a medalha de ouro em plena contemporaneidade. O elenco é de primeira classe. A dupla Jack Lemmon (indicado ao Oscar de Melhor Ator pelo papel) e Tony Curtis, morto em novembro passado, vivem dois músicos de boteco fugindo de gângsters. No auge da alucinação pela fuga eles planejam se infiltrar num grupo musical de mulheres. Isso mesmo, eles vestem roupas fofas, perucas castanhas e abusam da maquiagem: agora são Daphne e Josephine. Qualquer semelhança com "As Branquelas" não é mera coincidência. Esta história é mais antiga do que você pensava.
É aí que entra em cena a vocalista da banda: a doce, ingênua e loira Sugar Kane, naturalmente vivida por Marilyn Monroe. Registros relatam que em uma das cenas, o texto era simplíssimo. Marilyn deveria dizer apenas "It's me, Sugar" (Sou eu, Sugar). Porém, a diva se enrolava e boatos dizem que a cena só foi gravada para a edição final após cerca de 80 tentativas. Mesmo assim Billy Wilder dizia que Marilyn sabia exatamente como dosar o humor entre as falas e os gestos. Jack Lemmon confessou que chegou a cair do sofá (literalmente!) quando leu o roteiro de "Quanto mais Quente Melhor" e afirmou que não gostava da ideia de se vestir de mulher, mas topou por se tratar de um filme do gênio Wilder. Resultado: um grande e cômico momento de Hollywood.