
Grande parte da crítica especializada considera “Touro Indomável” a melhor das parcerias entre Martin Scorsese e Robert de Niro. Há quem diga que esse mérito se atribui à “Os Bons Companheiros”, de 1990. No entanto, neste segundo, De Niro é coadjuvante, apesar de sempre estar realçado pelo top billing. O verdadeiro protagonista, na verdade, é Ray Liotta.
"Touro Indomável" traz a história do boxeador Jake La Motta, que trajetou sua carreira nos anos 40 e 50. Temperamental e agressivo, dentro e fora dos ringues, Jake era treinado pelo seu irmão Joey (Joe Pesci), também violento mas visivelmente mais racional que o atleta.
Com o passar do tempo e após o divórcio, o lutador conhece sua próxima esposa Vickie, então com 15 anos de idade. É o início de vários anos de convívio envoltos pela discussão, tapas e ocasionalmente pelos beijos. Paralelamente, Jake La Motta batalha contra o sobrepeso e, entre derrotas e vitórias, mantém sempre o orgulho em alta, dizendo jamais “beijar a lona”. O longa nos mostra, acima de tudo, de que maneira o comportamento pessoal pode influenciar profissionalmente.
O filme foi a grande chance de Scorsese se consolidar no cinema. Foram 8 indicações ao Oscar, mas o filme levou pra casa as de ator (De Niro) e edição. Após este, foram mais 06 indicações ao prêmio de Melhor Direção da Academia. O grande diretor teve de esperar mais de 20 anos para finalmente se oscarizar, por “Os Infiltrados”, em 2006.
Posteriormente, outros filmes de boxe invadiram as telonas. Vários deles (os de maior sucesso, por sinal) compõem o grupo de clássicos do século 21: "O Vencedor", "O Lutador" e "Menina de Ouro", de Clint Eastwood.
Nenhum comentário:
Postar um comentário